28 março, 2013

Comissão de Ética, Direitos Humanos e Minoria: de "esquecida" a "notória"

Essa polêmica toda da escolha de um pastor homofóbico e racista (de acordo com declarações do mesmo no Twitter) é válida, mas vamos tentar explorar por que ela aconteceu?

Ouvindo à Band News ontem, minha atenção foi chamada por uma colunista que explicou a questão toda: a pasta, por não dar visibilidade (até então) e nenhuma projeção que gerasse votos, nenhum partido a queria. E foi aí que o PSC se não me engano viu a oportunidade e nomeou Marcos Feliciano para a pasta.

Agora, reflita comigo: de quem é a culpa deste ser desprovido de qualquer capacidade para o assunto estar conduzindo a pasta?

É NOSSA. Sim!

É nossa que elegemos, em primeiro lugar, um crápula como ele. Em segundo lugar, é nossa porque elegemos outros crápulas que dividem o poder de forma que este se torne uma espécie de vitrine ou "poupança de votos", pra que se perpetuem na mamata que é a vida parlamentar no Brasil hoje.

Ou seja: não adianta reclamar, ficar fazendo gritaria em Rede Social e achar lindo Chico Buarque e outros baluartes da (falida) cultura brasileira fazendo campanha. Eduque seus filhos e corra atrás dos seus direitos de maneira EFETIVA, pra que tenhamos a esperança de, ao menos, termos menos filhos da puta eleitos no país.

Lei Seca X Transporte Público

Não preciso bater novamente na tecla de que todo castigo pra idiota é pouco, né? Reconheço que no passado já bebi e dirigi, mas deixei de ser idiota e não faço mais isso. Porém, o foco desta reflexão não é este. Eu destaco aqui as "campanhas de facebook" que dizem que, já que o governo proíbe beber e dirigir, deveria prover transporte coletivo 24h em toda a cidade.
Hora, não sejamos idiotas. Como é que se justifica tal absurdo? Claro que transporte público 24h seria ótimo, daria pra ir pro barzinho e beber sem se preocupar em voltar pra casa depois. E eu sei que táxi é caro pra maioria das pessoas, então nem cogitei. Só me faz pensar: você não pode abrir mão da bebida para evitar que morra ou que mate alguém dirigindo embriagado? Não pode abrir mão do automóvel e fazer seu happy hour ou balada de ônibus?
Acho que se nenhuma das duas opções é possível pra você, você abre mão do direito de sequer criticar aquelas pessoas pegas na lei seca, ou aquele rapaz que arrancou o braço do lavador de vidros na Av. Paulista, dias atrás. Você está fazendo A MESMA COISA, só não chegou ao ponto de quase matar alguém. Ainda.
E vou além: este lobby todo, é mesmo em nome do seu direito? Ou isso é iniciado lá atrás, pela indústria da cerveja e do álcool? Essa mesma indústria é quem patrocina o "Brasil: Carnaval, Futebol e Cerveja" e vende isso como sendo o paraíso na terra. A mesma que, se fôssemos TODOS respeitar a lei e tomar ZERO álcool antes de dirigir teria prejuízos astronômicos, vincula sua imagem ao esporte e está tão arraigada na cultura nacional que ainda ouvimos hoje pessoas que acham bonito dar a "espuminha" da cerveja pra criança. - Olha lá, já é adulto que nem o papai - quem nunca ouviu esta cretinice de alguém num churrasco ou almoço de família, presenciando o irresponsável dando cerveja pra uma criança que mal sabia a fria em que estava se metendo?
Assim, eu digo: seja mais responsável. Tome as rédeas do seu próprio destino e pare de terceirizar sua responsabilidade, colocando no governo ou na falta de transporte público a culpa por dirigir embriagado. Seja o cidadão que você espera do mundo!

16 janeiro, 2013

Relfexões Urbanas - Doe Sentimentos

No último domingo estive presente no evento "Doe Sentimentos", uma iniciativa de pessoas que buscavam colocar um pouco mais de amor no cotidiano de todos nós através da distribuição de corações em 3 semáforos do centro de São Bernardo do Campo.
E não eram simples dobraduras: eram corações de papel, pano, plástico, todos feitos voluntariamente por pessoas de todas as idades, de forma voluntária. Crianças e adultos de todas as idades confeccionaram esses mimos, puseram seu amor nessa tarefa e, sua única recompensa, era a sensação de que alguém que talvez nunca conheceriam teria seu dia mudado completamente.
E foi bem isso o que aconteceu: éramos por volta de 50 voluntários, cada um com sua tarefa: alguns distribuindo corações, outros fotografando, outros ainda carregando a faixa do evento...

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Mas o real objetivo deste texto é mais uma reflexão do que observei nas ruas de São Bernardo, então, vamos a ele: a reação das pessoas.
Começamos às 10 da manhã, com um movimento relativamente pequeno nas ruas. E logo no começo notei que haveria alguma resistência por parte do grande público à ação. Muitos viam o movimento incomum no farol e reduziam a velocidade de seus veículos, evitando a parada total e o contato com os participantes. Ao ver a faixa da ação, alguns mudavam sua atitude e abriam um pouco o vidro do carro, com alguma receptividade. E os participantes não faziam feio: com um sorriso no rosto, abordavam os motoristas com seus corações em punho.
Curiosa era a reação de muitos motoristas: alguns, antes mesmo de saber do que se tratava, já diziam que não tinham trazido trocados e não queriam comprar nada. O semblante de muitos mudava da repulsa para a incredulidade quando descobriam que a ação era de doação de sentimentos, sem venda ou qualquer fim lucrativo.
Esse tipo de reação me fez pensar muito em como abordamos a vida hoje, nos grandes centros urbanos. Temos uma exposição tão grande à violência e ao cinza de tudo que foge do comum é tratado primeiro como ameaça em vez de oportunidade. Mesmo com faixa, carro de som e pessoas fazendo festa na rua, muitos motoristas insistiram em não abrir a janela do carro, nem sequer um pouquinho. Era quase uma declaração separatista, como se o vidro e o metal os apartasse de algo contagioso. Mal sabiam que, se contagiados, suas vidas poderiam ter mudado para sempre, e para bem melhor!

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Foi muito bom ver que, além daqueles que optaram por não participar ou sequer tomar conhecimento do que era a ação, muitos ficaram emocionados e agradecidos pelo contato. Veja essa foto acima. Sorrisos como este fizeram parte de toda a ação e foram combustível para que todos trabalhassem com mais afinco na proposta. Muitas pessoas passaram a pé e também receberam corações, algumas abraçaram os participantes, outras declamaram poesias... foi algo quase surreal!

Imagem inline 3Este corredor passou pela ação e note: levou um coração.


Esta mulher também participou de dentro do seu carro. Veja o sorriso! Imagem inline 4

E esta menina aqui embaixo, a Renata Stort, organizou tudo isso.

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Em breve, novos braços desta ação irão ganhar as ruas. Será que você está preparado pra ela? Ou viu tudo isso e ficou com vontade de ajudar?
De qualquer forma, visite o http://doesentimentos.wordpress.com. Lá você vai ter todas as fotos da ação, detalhes sobre como começou, fotos da produção dos corações e de vários participantes... Enfim: é de lá que as novas datas da ação sairão.

E você, está disposto a Doar Sentimentos?

04 janeiro, 2013

A história pode ser cíclica

Para você, que já pensou muito em Fibonacci, já saturou de pensar na "Teoria do Astronauta", já se pegou pensando em "Eram os deuses astronautas" (E. Von Daniken), veja este artigo:

http://meiobit.com/113890/o-marte-que-foi-ou-o-marte-que-ser/

Nada mais nada menos do que temos a tecnologia necessária para, em teoria, transformar Marte em uma 2a Terra. Quantas vezes a ficção científica não explorou o tema? O texto inclusive faz alusão a um célebre filme que tem uma chave capaz de liberar o trabalho de reatores que, estes, são responsáveis por criar uma atmosfera respirável para a colônia humana em Marte.

Agora, depois de todo o embasamento científico, pergunto: já parou pra pensar que a Terra pode ter sido a cobaia deste processo a partir de uma outra civilização? Quantas evidências já encontramos de que temos culturas milenares interligadas pelo globo, separadas por milhares de quilômetros? Isso tudo sem falar das ruínas subaquáticas inexplicáveis e as constantes referências históricas a máquinas voadoras, mais de 10 séculos antes do homem ser sequer capaz de imaginar uma máquina que replicasse os pássaros.

Fica aí um bom exercício de imaginação pra quem quiser escrever um conto com algum embasamento científico: a raça humana, depois de ser capaz de recriar um ambiente que replique a Terra em Marte, vai descobrir exatamente o que sobre si mesma? Que é uma espécie cigana, vagando pelo universo através dos milênios?

03 janeiro, 2013

Deixando tecnologias para trás (ou a evolução é um caminho de abandono)

O título é dramático, eu sei. Mas manifesta a minha surpresa ao encontrar dificuldade para revelar um filme 35mm, antigamente o mais popular entre os fotógrafos amadores.

Fui à Automatika, na Av. Francisco Prestes Maia, em São Bernardo do Campo, feliz, revelar as fotos de que falei nos últimos posts. A atendente me olhou surpresa:

- Não revelamos filme aqui.
- Mas eu comprei esse filme aqui!
- É que a gente tem no estoque. Mas não revelemos mais.
- E onde revelo?
- Xii, não sei. Acho que só lá pra São Paulo.

Interessante a cara dela enquanto eu segurava o rolo de filme perguntando pelo destino dele. Era uma cara quase de alguém que lida com algum tipo de material contaminado, ou até mesmo como se eu levasse fezes naquele potinho e tentasse entregar no balcão de uma delicatessen.

Bom, pra tudo, Google. E ele também demorou a me ajudar. Acabou apontando para a Fotoplan, no ABC Grand Plaza Shopping, em Santo André.

Liguei:

- Fotoplan.
- Boa tarde, vocês revelam filmes analógicos?
- Olha, revelo. Só que demoram 7 dias, vai lá pra matriz em São Paulo.

Uau, vai lá pra Matriz, em São Paulo! Puxa, tecnologia de ponta! Mas deve estar na ponta de lá do ciclo evolutivo...

Interessante como o abandono de uma tecnologia, mesmo ainda existindo alguns interessados e mesmo com o mercado fotográfico aparentemente em alta faz com que ela pareça algum tipo de doença infecto contagiosa.

Ainda em tempo: atendentes novinhos(as), quando você pergunta de filme fotográfico, te olham com uma cara de "o que é isso? Morde?". É divertido!

Então, sendo assim, na próxima 4a devo ter minhas fotos analógicas prontas. Aí escaneio e estarão aqui, devidamente avaliadas e para avaliação.

31 dezembro, 2012

Finalizando um ciclo - o "fim" da Pen EE

Dia 31 é sempre bom para terminar algo para começar um novo ano do zero, não é? Assim, depois de um bom tempo andando com a OIympus Pen EE na mochila, eu terminei o filme dela hoje.

Certeza de muitas fotos babacas, muitas tentativas frustradas de composição rápida usando o "half frame" dela e muitas ideias novas, essa camerazinha mostrou ser bem interessante.

Confesso que as facilidades da SLR e da fotografia digital me deixaram um pouco preguiçoso. Mas como um projeto relâmpago como foi este, acho que o aprendizado no formato "aprender fazendo" valeu muito a pena.

Interessante, mas até um pouco triste, foi rebobinar o filme: pouco mais de 48 fotos depois, agora é hora das festas.

E que venha o dia 2, para a próxima página desse projeto: revelar as fotos, escanear e brincar com elas.

20 dezembro, 2012

ApocaLIEpse

Estava pensando nessa sensação de "fim de mundo" que invade a gente no fim do ano, especialmente hoje, véspera do mais recente apocalipse anunciado.
Me incomoda essa atitude de "acaba logo essa porcaria", esse desdém pelo planeta que, até ontem, seria o futuro lar de filhos, projetos, idéias de mudança e crescimento...

Não!

A coisa tem que ser diferente! Por que não encarar o mundo com toda a vontade que tínhamos até semana passada de começar de novo? De inventar mil coisas? Aquele sentimento falso de 31 de dezembro de "ufa, acabou outro ano, que venha outro" precisa ter algum fundamento de verdade. Temos a chance de recomeçar, dia após dia, e precisamos de uma ameaça de destruição total para sequer chegarmos perto de uma reconstrução de pensamentos e paradigmas?

Por que não reconstruir tudo, sempre? A cada passo, a cada dia, distribuir um sentimento bom, um sorriso de canto de boca ao menos... Não é o mundo que está acabando, é uma nova era que se desenha no horizonte para todos que desejarem assim.

Os outros, infelizmente, continuarão presos em seus abrigos cinzas de mesquinharia, tristeza e solidão coletiva.